quem?eu.

sábado, junho 30, 2001

Já ouviu falar da Igreja Presleyteriana, onde fanáticos fiéis cultuam Elvis Presley como divindade ? E a história das prostitutas siamesas do Equador ?
Bem, tudo isso está no Velotrol, uma das melhores revistas para se ler pela internet, não só com matérias bizarras, mas com colunas engraçadas e uma boa página cultural. Ponto.



sexta-feira, junho 29, 2001

Eu sei que na quem?eu ninguém gosta de rock, mas vai assim mesmo: domingo no Olympia vai ter o show da banda inglesa Buzzcocks. É uma das bandas mais importantes do rock inglês da década de 70, precursora do som que viria a se chamar de punk rock. Histórico... pelo menos pra quem gosta.


CINEMA NA QUEM?EU. :
Seguindo uma encomenda da pesquisa, pegamos ontem um bocado de filmes na locadora, e hoje a noite, lá pelas 7, 7 e meia, vou fazer na sala uma seção de um dos filmes da lista: "Arquitetura da Destruição", de Peter Cohen, que fala da estética do nazismo. Dizem que o filme é bem legal e estão todos convidados para a sessão gratuita.



quinta-feira, junho 28, 2001

Som do dia: Veiga & Salazar. Rap hispano-brasileiro bem cool, com banda tocando e rimas espertinhas. Campeão de audiência no CD Player do Chico Pedreira.


Site do dia: página cheia de trotes politicamente incorretos. Destaque para o demônio que vira Pato Donald, o boiola que liga pra Telerj e o ET que faz sexo por telefone.


quarta-feira, junho 27, 2001

Acabei de ler um livro bacana, pelo menos pra mim. "Maldito", de André Barcinski e Ivan Finnoti, é um cuidadosa biografia do cineasta mais tosco do hemisfério sul, José Mojica Marins, vulgo Zé do Caixão. São impressionantes as histórias de vida e da carreira da figura. Certamente o Fernando Carvalho iria adorar produzir um filme dele - era o mestre em produzir filmes sem dinheiro. Filmava longas metragens em duas semanas, fazia filmes de 80 minutos com 130 minutos de negativo, fazia perseguições perfeitas em cenários de papelão de 5 metros, editava direto na câmera, filmava fotos de casas pra não ter que sair do estúdio e fazer externa. Seu filme mais caro custou 150 mil dólares - que inclusive foi criticado por ser bem produzido demais... E o pior é que o cara, um semi-analfabeto, acabou se tornando um dos maiores mestres do terror mundial, tendo seus filmes distribuídos pelo mundo todo. E não precisa nem ser o fã das bizarrices das fitas do cara (nem eu sou) para ficar admirado com o que esse maluco conseguiu fazer, sem um tostão furado e sem nenhuma educação formal, em pleno 3o mundo.


Alguém viu algum filme bacana nos últimos dias ? Alguém anda lendo algum livro interessante ? Alguém comprou um disco que valha a pena ser ouvido ? Tem alguma exposição, peça, show, festival rolando pra gente ir ? Se sim, por favor, escreva aqui e ponha na roda qualquer impressão, notícia, idéia, descoberta no ramo, pois essa é a idéia do blog. Certamente os Ursos acabarão agradecendo quando vierem as boas dicas para um "upgrade" em seus níveis de informação geral.


terça-feira, junho 26, 2001

Às vésperas de me mudar para minha "tosconette", uma notícia me acerta em cheio:
Urbanóides têm mais desordens de personalidade
Pessoas que vivem sozinhas nas grandes cidades têm mais possibilidade de deseonvolver desordens de personalidade. Esse é o resultado de um estudo feito em Oslo. Entre as desordens mais frequentes entre os urbanóides estão a paranóia, os distúrbios compulsivos e o historionismo. E essas desordens todas atingem, segundo os doutores, as pessoas que moram sozinhas. Assim, ao perceberem em mim qualquer desvio sério, por favor, me avisem - que vou pra Oslo me tratar.



Passando por um blog, vi um texto muito legal (e sério) sobre... blogs. Pra quem acha que isso é brincadeira, aguente ler até o fim...


Um hábito que é muito comum lá em Minas, e que não sei se rola por aqui, é o dar uma paradinha no lado de uma banca de jornal e ler as manchetes dos jornais do dia. Assim, em 5 minutos esperando o ônibus, a gente fica sabendo dos resultados do futebol sem ter que ver as mesas redondas do domingão, dá uma passada geral no que acontece no mundo, passa os olhos nas sex-simbols do momento e fica por dentro das fofocas das celebridades do mundo pop. É um noticiário fast-food, absorção de cultura pop em esquema drive-thru.

Semana passada, numa dessas paradas, acabei vendo uma coisa engraçada. Quando parei, logo vi, na mesma gôndola, três revistas com a mesma capa: a bola da vez é o fim do casamento relâmpago da Patrícia de Sabrit com o "tofu amanhecido" Fábio Júnior. Nas três revistas, a patricinha aparecia desconsolada, de malas prontas para chorar as mágoas e os sonhos desfeitos em jantares e nos museus de Paris. Numa das revistas, estava lá a pérola: "não quero fazer da minha separação o mesmo show que foi o meu casamento". Aí eu pensei... se, sem querer, ela estava chorando em 3 capas de revista, imagine se ela quisesse ? Como é difícil a vida de uma celebridade, não é ?



Mais cinema: domingão em BH fui ver o fantástico "Amor à Flor da Pele", de Wong Kar-Wai. O diretor já tem uma obra maravilhosa, com filmes bem experimentais - "Anjos Caídos", "Amores Expressos" e "Felizes Juntos" são obras primas cheias de imagens loucas, fotografia criativíssima e edição livre. Nesse "Amor á Flor da Pele", o diretor trocou a loucura pela fineza, e fez um filme cheio de detalhes maravilhosos. A história do amor improvável de dois vizinhos casados é contada a partir de pequenos objetos de cena. Cigarros, papéis de parede, vestidos, bolsas, brincos, pratos de comida e muitas trocas de olhares vagarosamente levam a narrativa, numa poesia visual maravilhosa. Aqui em SP já saiu de cartaz, mas quem não viu está intimado a ver em vídeo quando sair.


Que a quem?eu só tem doido, isso a gente já sabe. E pra assustar a gente, ontem rolou uma sessão bem psicopata: eu, Jota Flávio e o Psycho fomos ver o filme "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanski. É a história de um adolescente, que ao começar a fumar maconha e fazer as primeiras besteiras, é internado pelos pais num manicômio - para então começar a realmente ficar louco. Excelente a fita, com roteiro forte, bem estruturado. Os excessos na trilha, a fotografia chapada e a montagem mais ou menos louca acabam não atrapalhando, principalmente pelas interpretações fortíssimas do elenco. Saímos do cinema, os três malucos, agradecendo a Deus por não ter tido pais repressores como o do filme. Caso contrário, seríamos todos nós (e vários outros aqui na produtora) canditados a residentes dos manicômios.


Os Ursos pediram e eu fui conferir: sabadão em BH, vi Shrek, animação em 3D da Dreamworks, empresa de Spielberg. O filme fez um sucesso absurdo lá fora, e até concorreu no festival de Cannes (o de cinema). O marketing do filme bate na tecla de ser um filme "anti-Disney", politicamente incorreto, que rompe com os padrões dos contos de fadas tradicionais. Mentira da grossa. A história do Ogro feioso que tem que salvar uma princesa perdida para satisfazer um rei baixinho, até que tem boas piadas, e por vezes funciona como uma versão thrash de "A Bela e A Fera". Mas toda a sátira é dosada ao extremo: pequenas brincadeiras com histórias como "A Bela Adormecida", "Cinderela" e outros não evitam que o filme use o tempo todo dos velhos clichês do gênero. Além disso, a animação 3D é toda desconjuntada e não é muito diferente desses videogames e fliperamas. Confesso que dei umas boas risadas, principalmente nas primeiras cenas, mas, se alguém quer ver animação realmente tosca e politicamente incorreta, é melhor ver "South Park - Bigger, better and uncut".




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